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Os portugueses no MXGP de Águeda

Já falamos sobre as portuguesas, agora falamos sobre os portugueses! Foi bastante completa a participação nacional, com muitos destaques nos MXGP de Águeda.

Começando pela categoria MXGP, Rui Gonçalves e Paulo Alberto foram os nomes presentes.
Paulo Alberto mostrou-se em grande forma ao longo do fim-de-semana. Na primeira manga, e com o circuito muito difícil, o piloto da Yamaha conseguiu entrar nos pontos, terminando numa espetacular 19º posto. Este resultado ganha ainda mais importância, quando vemos que o piloto de Leiria conseguiu andar “ombro a ombro”, com outros pilotos com muito mais condições nesta fase, sendo que na sua frente ficaram Petar Petrov, Jose Bruton e Benoit Paturel.
A segunda manga acabou por ser marcada por uma queda que levou ao abandono, mas de realçar o facto de ter andado dentro do top15 no inicio.

Rui Gonçalves fez assim um regresso ao MXGP, com “cheiro” a despedida. Sem competir desde 2017, RG sentiu algumas dificuldades em acompanhar o ritmo dos pilotos mais rápidos, mas conseguindo mesmo assim rodar de forma segura e consistente, para ser 26º e 22º nas mangas realizadas. No final, RG deixou no ar que esta seria provavelmente a sua despedida, havendo no entanto a possibilidade de vir a participar no MX das Nações ( ainda sem qualquer confirmação ).
Apesar do resultado mediano, foi bonito o gesto de agradecimento reciproco de publico e piloto, depois de tantos anos ao mais alto nível, e com grandes resultados para o Motocross português. Jamais será esquecida a vitoria em 2009, no ano em que foi vice-campeão do mundo, e que o melhor piloto de Motocross em Portugal de sempre, mostrou que o nosso país tem muito para dar a esta modalidade!

Além do MXGP, houve ainda algumas participações no EMX250. Diogo Graça foi quem teve mais perto da qualificação, mas pequenos erros deixaram o piloto da Suzuki de fora. Luís Outeiro voltou a mostrar boa evolução, e com apenas 14 anos, poderá vir a dar muito nesta classe.
Nota ainda para mais dois portugueses que tentaram a sua sorte em Águeda. Bruno Charrua e André Sérgio aproveitaram para aprender, embora longe dos lugares de qualificação.

 

Não foi um ano com a emoção de ver os portugueses na luta pelos lugares cimeiros, como Rui Gonçalves nos habituou, ou mesmo na espetacular participação de Paulo Alberto no EMX250 em 2011. No entanto, foi mais um grande espetáculo, com muito publico a mostrar a força do Motocross em Portugal!

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