em

AMA SX – Um olhar sobre a primeira prova com três finais por classe

Anaheim 2 foi palco de uma grande novidade no AMA SX, com a primeira ronda do Triple Crown, que revolucionou o formato de uma prova de SX.

Hoje fazemos uma análise daquilo que aconteceu, dos comentários de pilotos e equipas, e se é realmente bom ou mau para a modalidade!

Quais as regras? A verdade é que houve três finais em cada uma das classes. Depois dos treinos cronometrados, onde se apuraram 18 pilotos pelas voltas mais rápidas, realizou-se a repescagem que apurou mais quatro pilotos. E foram esses 22 que alinharam nas três finais ( para cada uma das classes ). Essas finais começaram com uma mais curta ( 8 min + 1 volta nas 450, e 6 min + 1 volta nas 250 ), uma media ( 12 min + 1 volta nas 450, e 10 min + 1 volta nas 250 ),, e a ultima a ter o tempo “normal” de uma final. A classificação é determinada pelo somatório das três finais, mas em formato olímpico, ou seja, onde o primeiro lugar tem 1 ponto, o segundo 2 pontos, e assim sucessivamente, ganhando aquele que faz menos pontos.

Vamos agora analisar aquilo que foram os prós, e os contras deste formato.

O MELHOR

Três finais, são três finais! Para o publico foi a oportunidade de ver os principais pilotos três vezes, todos em disputa pela vitória. A adrenalina esteve sempre no máximo, e a confusão do arranque, as primeiras voltas de muitos momentos mais “agressivos”, bem como as lutas até à bandeira de xadrez, foram uma constante.
A pista em ótimo estado nas primeiras finais, mostrou o andamento muito mais homogéneo para todos os atletas, e a velocidade foi bem alta com diferenças de tempos muito baixas.
A primeira final, trouxe muitas surpresas! O facto de ser mais curta, deu uma enorme importância aos bons arranques, e com a pista em ótimas condições, foram muitos aqueles que se mostraram! O facto de ser um sprint, deu maior confiança a pilotos médios, e o acreditar que era possível em tão pouco tempo, provocou grandes mexidas na classificação.
Se a consistência deve ser premiada, este formato beneficia os que estão sempre lá!
Para os mestres dos arranques, as duas primeiras finais com tempo mais curto, traziam a grande oportunidade! De certeza que o Mike Alessi teria gostado!

O PIOR

Houve algumas questões que se mostraram pouco positivas ao longo da noite. Muitos pilotos comentaram que este processo de concentração, adrenalina e tensão, três vezes numa noite, foi muito desgastante. É certo que já passariam pelas eliminatórias, mas uma final trás uma carga física e mental muito mais forte.
Modo gestão, foi o que se viu em algumas ocasiões. Nem todos arriscaram tudo, pois o importante era o resultado geral.
Desgaste físico, trouxe mais precaução para alguns e menos ataque com o passar das finais.
Faltou o momento da noite! Uma final promove um espirito de espectativa e adrenalina, que com o facto de serem três, se desvanece ao longo do decorrer da prova.
Os maus arranques, são severamente penalizados nas duas primeiras finais. Aaron Plessinger por exemplo, nunca consegue grandes arranques, e foi visível que só na ultima final é que se chegou à frente da forma que é habitual.

Num resumo global, foi bom, mas não parece que seja o melhor caminho. Este ano teremos três provas, talvez seja positivo, talvez seja demais, mas do olhar de um adepto deste campeonato, uma prova destas por ano chegava!

Veremos o que acontece nas próximas!

Ethen Goggles

Troféu Airoh no Nacional de Enduro

Fausto Mota com o melhor Dakar de sempre