em

A qualificação de Portugal no MX das Nações – em teoria

Estão 31 seleções prontas para tentar a sua sorte no MX das Nações 2018, que se realiza em Red Bud.

Portugal tem um grande desafio pela frente, para tentar garantir a sua qualificação, frente a um conjunto de países muito fortes. O facto de haver algumas seleções com individuais fortes, que não vão marcar presença, acaba por ajudar nestas contas.
Em primeiro, vamos pôr aquelas que, na teoria, são muito superiores a Portugal.
França, Holanda, Grã-Bretanha, Bélgica, Suíça, Austrália, Itália, EUA, Alemanha, Espanha, são aquelas que em condições normais, têm o seu lugar garantido.
Com estas 10 “escolhidas”, podemos também agora ver uma lista de menos prováveis, colocando as que são na teoria, quase impossíveis de ver entre as 20 melhores.
Guatemala, Chile, Guam, México, Filipinas, Argentina, Islândia e Ucrânia, são claramente seleções mais fracas.
Com 10 superiores, e 8 inferiores, é justo dizer que para os restantes 10 lugares de qualificação, há 13 seleções candidatas. Por isso podemos analisar melhor estas 13, e ver o que esperar em Red Bud.

Porto Rico – Arriscava dizer que tem um lugar entre as 20 melhores. Ryan Sipes é um piloto rápido e está em boa forma. O veterano Kevin Windham deverá vir com vontade de dar o seu melhor, e garantidamente que a velocidade está lá. Travis Pastrana está a dar tudo na preparação, e embora seja provável que vá num registo “taça ou gesso”, o facto de ir de 2t vem tornar a sua tarefa mais complicada. Contudo, parece-me justo colocar entre as fortes possibilidades de qualificação.

Estónia – Seleção experiente, com o veterano Tanel Leok, acompanhado por Harri Kullas e Hardi Roosiorg. Leok volta a ser o ponto forte, visto ainda ser um piloto de nível MXGP.

Suécia – Filip Bengston já pontoou no MXGP, com Alvin Ostlund a ser quem está em melhor forma atualmente, depois de resultados positivos em MX2. Anton Gole é também um piloto de MX2, mas a competir na Open, o que faz desta uma seleção difícil mas alcançável.

Canada – Com um campeonato nacional forte, os canadianos devem aproveitar o facto de estar perto de casa, para apostarem numa luta pelo top10, e a serem um trio bastante forte.

Irlanda – Experientes, mas sem pilotos dos grandes palcos. São claramente uma seleção ao alcance de Portugal.

Nova Zelândia – Uma equipa que tem bons valores e candidata a uma qualificação tranquila.

República Checa – Um trio inferior à qualidade dos pilotos portugueses.

Brasil – Talvez dos adversários mais diretos de Portugal. É certo que temos um português em território brasileiro, que se tem superiorizado, o que mostra que Portugal tem qualidade, mas vai encontrar no Brasil um “osso duro de roer”.

África do Sul – Sempre uma incógnita, pois é um país que tem criado bons valores para o MX Mundial, mas está numa fase mais “fria”.

Japão – Um pouco à semelhança da África do Sul, é uma equipa com bons valores, mas que nos deixa sempre na incógnita.

Austria – Acessivel.

Venezuela – O mundialista Anthony Rodriguez, curiosamente com uma costela portuguesa, tem a missão de levar esta seleção às “costas”, para tentar a qualificação.

Por isto, e olhando de forma geral, a qualificação é um resultado perfeitamente ao alcance dos portugueses, sendo que a passagem direta seria o melhor, evitando o desgaste da repescagem, ou mesmo tirar as memorias do azar sofrido em Maggiora 2016, quando tudo estava mais do que controlado.

Nós ACREDITAMOS!

Ethen Goggles

Baja TT Idanha-a-Nova 2018 – Vídeo

Chad Reed de Suzuki na Monster Energy Cup