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Gosto

A desgraça americana

O MX das Nações Red Bud, é provavelmente uma das piores memorias para a equipa dos EUA!

A jogar em casa, e depois de muitos anos sem conseguir vencer, estavam aqui como grandes favoritos! Equipa na máxima força, pista diferente daquilo que os europeus estão habituados, e com a França com uma seleção debilitada, estava tudo em bom ponto, para os americanos vencerem!

No entanto, o resultado foi mesmo um autêntico desaire! Talvez a chuva tenha feito uma grande diferença, mas a verdade é que as condições eram iguais para todos, e no AMA MX são conhecidos por correr em qualquer tipo de condições!

O Sábado começou logo mal! Eli Tomac teve problemas na sua moto, e foi obrigado a abandonar. Em MX2, Aaron Plessinger quase fez acreditar que era possível vencer, passando pela frente da corrida, mas com uma violenta queda a atirar o piloto da Yamaha para o 11º posto. Sem margem de erro na Open, Justin Barcia esteve muito bem, terminando em 2º e mostrando força para a equipa americana!
No Sábado à noite, o rescaldo não era assim tão mau! Tomac desistiu quando era 5º, Plessinger liderou parte da qualificação, e Barcia foi 2º….Afinal as coisas nem estavam assim tão em baixo!

Mas chega o domingo, e tudo passa a pesadelo! Na primeira manga, Eli Tomac deu o tudo por tudo, e foi fácil perceber que não tinha argumentos para Jeffrey Herlings ( sim, porque uma das coisas que todos queriam ver, era se Herlings era melhor que Tomac ). Mas nem para Herlings,, nem para Paulin, nem para Prado, e difícil foi aguentar Clement Desalle. Em MX2, Aaron Plessinger sentiu grandes dificuldades durante toda a corrida, não indo além do 18º lugar. Primeira manga, e EUA no 5º lugar.
Veio a segunda manga, e com o circuito a ficar cada vez mais difícil, Justin Barcia andou perdido no meio do pelotão, terminando em 9º, enquanto Plessinger sentiu novamente grandes dificuldades, sendo desta vez 16º. O 5º lugar da seleção mantinha-se, mas com as contas a ficarem muito confusas, pois com tantas desistências pelo meio e com um resultado para deitar fora, tudo podia mudar.

Terceira e última manga, e a confirmação da desgraça americana! Se pensávamos que os americanos eram melhores nas condições mais difíceis, percebemos rapidamente que era o contrario! Tomac voltou a ter enormes complicações. É certo que o arranque não foi muito bom, mas o dominador do AMA MX não foi além do 7º posto, e Barcia em 13º. Um resultado muito, mas muito longe do esperado, que atirou a seleção norte-americana para um mediano 6º lugar. E a avaliação é ainda pior, quando percebemos que foi das poucas seleções que não teve desistências! Quanto a resultados individuais, Tomac 4º ( atrás de Herlings, Paulin e Cairoli ), Plessinger 8º ( superado por nomes de meio da tabela, como Martin Barr, Jago Geerts, etc ) e Barcia apenas 7º ( quando na sua frente ficou Harri Kullas e Max Nagl ).

No final, o desânimo era bem evidente, e uma clara conformação por parte dos EUA, que perceberam que nestas condições, os Europeus são bem mais fortes.

No entanto, que “efeitos secundários” pode ter este resultado? MUITOS!

O mais grave, será um provável desinteresse dos pilotos pelo MX das Nações. Por ser uma prova diferente, por “afetar” o período de paragem dos pilotos, e por ser um desafio que se tem mostrado muito complicado. Reputações que são postas em causa ( quando se fala no mais rápido, ou melhor do mundo ), um frente-a-frente que parece impossível de superar.

Olhando já para 2019, será que vão ser muitos a ter a coragem de dizer “ EU VOU “ a Assen? Um circuito de areia, terreno onde os Europeus são muito mais fortes, e com a responsabilidade de querer mudar o resultado? Ou mesmo em Ernee 2020, em frente à “fúria” dos Franceses?

Esperemos que não caia no desinteresse do outro lado do atlântico, pois o MX das Nações PRECISA dos EUA!

Ethen Goggles

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